Nhac, nhac, nham, nham
Poderia ser outra coisa qualquer. Uma paisagem bravia de rochas e cotos de árvores, uma natureza morta com frutas e um (não me perguntem porquê) peixe prateado de olhos brilhantes e mortos, um gajo de costas (sempre é mais discreto) com as calças descaídas a olhar por cima do ombro, uma pintura de ninfas virgens e velhos faunos, uma pauta de Bach, uma flor nascida no meio da terra que se cavou para fazer uma estrada, um anel de noivado, uma mão aberta, um corpo fechado, uma duna no deserto, uma onda de carneirinhos brancos...
Mas não é.
Eu é mais marisco. Sou como a Duende.

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